Como os conflitos no Oriente Médio afetam viagens corporativas [+relatório executivo]

Veja como a crise no Oriente Médio impacta no custo do combustível, afeta viagens corporativas e o que sua empresa deve fazer agora.
2 de abril de 2026
10 min de leitura

Os conflitos no Oriente Médio e o impacto nas viagens corporativas envolvem a alta do petróleo e do querosene de aviação, o cancelamento de rotas aéreas e a perda de previsibilidade nos orçamentos de viagens, provocados pela guerra entre EUA, Israel e Irã iniciada em fevereiro de 2026.

Os conflitos no Oriente Médio e o impacto nas viagens corporativas se manifestam por três vetores simultâneos: alta acelerada do combustível de aviação, cancelamento e desvio de rotas aéreas e perda de previsibilidade orçamentária. Desde o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, em 28 de fevereiro de 2026, esses três efeitos estão ativos ao mesmo tempo.

O petróleo Brent acumulou alta superior a 50% em março, saindo de US$ 70,75 por barril para mais de US$ 107, conforme a Investing.com. Esse salto ocorre porque o Irã bloqueou o Estreito de Ormuz, passagem por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial. Com o fornecimento restrito, o preço do barril puxou toda a cadeia de custos da aviação. Milhares de voos foram cancelados desde o início do conflito e o espaço aéreo de oito países ficou fechado nas primeiras 24 horas após os ataques.

Para empresas brasileiras que dependem de deslocamentos aéreos, isso já se traduz em passagens mais caras, rotas instáveis e orçamentos comprometidos. Neste artigo, você entenderá como esse cenário atinge, na prática, a operação de viagens corporativas e o que sua empresa pode fazer agora para proteger o orçamento sem paralisar os deslocamentos.

Para levar em conta

  • O querosene de aviação representa até 50% dos custos das aéreas em cenários de choque, o que torna o preço do barril uma variável direta no orçamento de viagens.
  • Viagens com conexão pelo Golfo Pérsico, como rotas para Ásia e África Oriental via Dubai e Doha, concentram hoje o maior risco de cancelamento, atraso e custo elevado.
  • Empresas sem visibilidade em tempo real dos gastos com viagens podem levar semanas para perceber que o orçamento trimestral já estourou por repasse de combustível.
  • O efeito cascata do petróleo não para no bilhete aéreo: hotéis, mobilidade e câmbio também são pressionados, e o custo real da crise só aparece com conciliação estruturada.
  • A centralização da gestão de viagens é o que permite identificar variações de preço por rota antes da emissão e decidir entre remarcar, trocar ou postergar.

Como a crise no Oriente Médio se conecta às viagens corporativas?

Os conflitos no Oriente Médio e como eles interferem nas viagens corporativas seguem uma cadeia previsível: o barril de petróleo sobe, o combustível de aviação é reajustado e o custo do bilhete aéreo acompanha. O que muda de uma crise para outra é a velocidade e a intensidade de cada elo.

O petróleo sobe, o querosene de aviação dispara

O querosene de aviação (QAV) é derivado direto do petróleo e representa cerca de 30% dos custos operacionais das companhias aéreas no Brasil, segundo a Abear e conforme publicado na CNN. Em cenários de choque de oferta, como o atual, essa participação pode chegar a 50%.

Para dimensionar o que isso representa: em 2022, durante a guerra na Ucrânia, o impacto do petróleo nas viagens corporativas levou o QAV a R$ 5,08 o litro e as passagens aéreas acumularam alta superior a 100% pelo IPCA.

Rotas canceladas, desvios e conexões comprometidas

A alta do combustível nas viagens corporativas é apenas parte do problema. O conflito também alterou a malha aérea global de forma estrutural. Os espaços aéreos de países como Irã, Iraque, Kuwait, Bahrein, Catar, Israel, Síria e Jordânia foram fechados logo no início dos ataques. Inclusive, a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) orientou que companhias não operassem na região em nenhuma altitude.

Companhias como Emirates, Qatar Airways, Lufthansa, Air France, British Airways e Turkish Airlines suspenderam rotas para os principais hubs da região. Voos entre Europa e Ásia passaram a ser desviados por corredores alternativos, pelo Cáucaso ao norte ou via Egito e Omã ao sul CNN Brasil, aumentando o tempo de voo e o consumo de combustível.

Para empresas brasileiras, o efeito foi imediato: três aeronaves que partiram de Guarulhos e do Galeão com destino a Dubai e Doha precisaram retornar ao Brasil após horas de voo, afetando mais de 1.165 passageiros. Essa combinação de cancelamentos, desvios e sobretaxas configura o cenário mais complexo para a gestão de viagens corporativas desde 2020.

Por que esse impacto pode aparecer mais rápido do que parece?

A diferença entre o conflito atual e crises anteriores está na velocidade com que os custos se propagam. O fechamento do Estreito de Ormuz continua a sufocar um quinto dos fluxos globais de energia e mantém os preços do petróleo 40 a 50% mais altos desde o início do conflito.

O efeito cascata no orçamento de viagens

A gestão de viagens corporativas em cenário de alta precisa considerar que os reajustes não vêm em uma única onda. A cadeia funciona em etapas: 

  • o petróleo Brent sobe (acumulou mais de 50% em março);
  • o querosene de aviação (QAV) é reajustado;
  • as companhias aéreas repassam ao bilhete via sobretaxas ou aumentos diretos;
  • hotéis e serviços de mobilidade nas regiões afetadas sofrem ajustes;
  • o câmbio pressiona adicionalmente, já que o dólar responde à aversão a risco global.

Na prática, o que isso significa para a sua empresa: uma viagem que custava R$ 8.000 no início de fevereiro pode custar R$ 11.000 ou mais em abril, sem nenhuma mudança de destino, classe ou duração.

Uma empresa com 50 viajantes mensais e ticket médio de R$ 5.000 pode ver o orçamento trimestral de viagens crescer em R$ 150.000 ou mais, só com o repasse do combustível. E se a empresa não tem visibilidade dos gastos com viagens em tempo real, essa diferença pode levar semanas para aparecer nos relatórios.

Impactos ao longo das semanas

Mesmo no cenário mais otimista, onde a guerra termina ainda neste mês, a expectativa é que os preços permaneçam acima dos níveis pré-conflito por meses.

Isso significa que a alta do combustível nas viagens corporativas não é um evento pontual. É uma pressão que deve permanecer até, no mínimo, o segundo semestre de 2026. As empresas que não ajustarem seus processos agora terão dificuldade para recuperar o controle quando o orçamento já estiver comprometido.

Confira | Emergências em viagens corporativas: como reduzir os riscos para sua equipe

O que observar agora para entender sua exposição?

Os conflitos no Oriente Médio e o impacto nas viagens corporativas exigem reação rápida, mas sem paralisar a operação. Como suspender todas as viagens não é viável para a maioria das empresas, o caminho está em reduzir a exposição com inteligência, agindo sobre os pontos que sua empresa realmente controla.

Revisar rotas e acompanhar preços com critério

O primeiro passo é avaliar quais viagens são indispensáveis nas próximas semanas. Destinos que dependem de conexões pelo Golfo Pérsico, como rotas para Ásia, África Oriental e partes da Europa via Dubai ou Doha, estão sob risco maior de cancelamento, atraso e custo elevado.

Em paralelo, cotações feitas há 15 dias já estão defasadas. O impacto do petróleo nas viagens corporativas pressiona os preços diariamente e uma emissão postergada em uma semana pode representar diferença de centenas de reais. 

Ter acesso a um termômetro de preços que compare o valor da reserva com o histórico e as alternativas disponíveis ajuda a evitar emissões em picos de preço, sem depender de conferências manuais.

Centralizar a gestão para reagir com velocidade

O que diferencia empresas que conseguem reagir rápido das que perdem controle do orçamento é, quase sempre, o grau de centralização da gestão de viagens. Quando cada área compra passagens por conta própria, usando cartões pessoais e plataformas diferentes, ninguém tem a visão consolidada do quanto está sendo gasto, em quais rotas e a que preço.

A gestão centralizada de viagens resolve isso ao reunir, em uma plataforma única, todo o fluxo: da solicitação à aprovação, da reserva à conciliação. É essa estrutura que permite, por exemplo, identificar em tempo real que o ticket médio de uma rota específica subiu 30% na última semana e decidir, antes da emissão, se vale remarcar, trocar de rota ou postergar.

Não ignorar os custos indiretos

Os conflitos no Oriente Médio e o impacto nas viagens corporativas não se limitam a passagens e hospedagens. Viagens canceladas geram custos com remarcação, no-show de hotéis, seguro viagem acionado e horas produtivas perdidas.

Sem um registro rastreável dessas movimentações, o custo real da crise fica invisível na contabilidade e a empresa perde a capacidade de dimensionar o prejuízo total quando o cenário se estabilizar.

Leia também | Prestação de contas de viagem corporativa: guia completo 

Revisar a política de viagens

Políticas de viagem costumam ser formuladas em períodos de normalidade e raramente são atualizadas quando o mercado muda.

Em um período de impacto do preço do petróleo nas viagens corporativas, regras como teto de diária, antecedência mínima de reserva e classes permitidas precisam ser revistas com mais regularidade. Uma política desatualizada é, na prática, uma política que não protege ninguém.

Baixe nosso relatório executivo para entender o cenário completo

Se você precisa apresentar soluções sólidas sobre os conflitos no Oriente Médio e o impacto nas viagens corporativas para a diretoria, nós podemos ajudar a embasar a sua argumentação estratégica. Afinal, apenas saber que as passagens ficarão mais caras devido à guerra de 2026 não é suficiente; você precisa de inteligência de mercado estruturada para agir com segurança.

Nosso relatório executivo exclusivo aprofunda os conflitos no Oriente Médio e o impacto nas Viagens Corporativas com dados focados na realidade das empresas brasileiras. 

Criamos um relatório executivo de leitura rápida que reúne as projeções práticas para os próximos meses, referências de mercado atualizadas sobre o preço de deslocamento e um plano de ação tático focado em proteger o seu orçamento.

No final, antecipar e mapear os efeitos desse cenário nas viagens corporativas é o que ajudará seu negócio a continuar expandindo com eficiência de custos.

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Thais Fartes
Sou formada em Engenharia Metalúrgica e, há 11 anos, produzo conteúdos que traduzem finanças corporativas e gestão de despesas em decisões práticas. Escrevo para o blog da VExpenses com o objetivo de criar materiais para times financeiros que precisam unir dados e execução no dia a dia.
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