O que o CEO da VExpenses compartilhou no CFO Insights

Confira os principais pontos da palestra de Thiago Campaz no CFO Insights 2025 e descubra como o CFO na era das IAs pode redefinir a gestão financeira.
5 de setembro de 2025
13 min de leitura

O CFO na era das IAs deixou de ser apenas executor de processos para se tornar agente estratégico. A inteligência artificial amplia a previsibilidade, fortalece a compliance e abre espaço para decisões que definem a sobrevivência e o crescimento das organizações.

O CFO na era das IAs já não pode se limitar a acompanhar números em relatórios mensais. O avanço da inteligência artificial está mudando a forma como decisões financeiras são tomadas, e quem ocupa essa cadeira precisa lidar com um paradoxo diário: reduzir custos e aumentar eficiência sem perder a visão estratégica de longo prazo.

Muitos ainda caem na armadilha de dedicar a maior parte do tempo a tarefas operacionais, quando o verdadeiro diferencial está em interpretar dados e ajustar a estratégia. Essa inversão de prioridades pode custar caro, sobretudo em um mercado onde novos players entram com modelos de negócio mais ágeis e tecnológicos.

Não se trata de adotar tecnologia por modismo, mas de entender como ela reposiciona o CFO como protagonista da transformação empresarial. E é exatamente isso que você vai descobrir ao longo deste artigo.

Continue a leitura!

Pontos-chave para ação

  • O CFO na era das IAs precisa sair da rotina operacional e assumir o papel de estrategista, direcionando tempo e energia para decisões de longo prazo e não apenas para o fechamento contábil.
  • O profissional deve reposicionar a área financeira como parceira do negócio, conectando dados e análises a decisões estratégicas que sustentem crescimento, inovação e competitividade.
  • É papel do CFO equilibrar eficiência de curto prazo com visão de longo prazo, garantindo que cada iniciativa tecnológica contribua para resultados imediatos sem perder o foco na estratégia futura.
  • O CFO deve assumir protagonismo na transformação empresarial, liderando a agenda de inovação e influenciando o board a adotar uma visão mais tecnológica e orientada a dados.
  • O sucesso da transformação exige que o CFO defina objetivos claros, priorize quick wins, estabeleça métricas de impacto e invista em capacitação contínua do time, garantindo que a IA gere valor estratégico real.

Por que a tecnologia é questão de sobrevivência

A transformação tecnológica deixou de ser diferencial para se tornar condição de sobrevivência. As margens de muitos negócios estão cada vez mais pressionadas pela entrada de novos players digitais, que operam com estruturas enxutas e grande capacidade de escalar. Nesse ambiente, confiar apenas em processos tradicionais coloca empresas consolidadas em desvantagem.

O maior risco hoje é não tomar riscos. Organizações que evitam experimentar novas tecnologias acabam perdendo velocidade de adaptação, o que abre espaço para concorrentes mais ágeis.

A pressão competitiva também é clara. Segundo a Accenture, 55% dos CFOs ainda gastam mais da metade do tempo em tarefas operacionais. Paralelamente, 70% acreditam que a tecnologia pode ajudá-los a se tornarem mais estratégicos e 85% já estão investindo em automação para acelerar essa transição. 

O relatório da Microsoft reforça: 79% dos líderes financeiros reconhecem que precisam exercer papel ativo na transformação.

Nesse cenário, adotar IA não é apenas modernizar processos financeiros. É criar as condições para que a empresa se mantenha relevante em um mercado em que a velocidade da mudança é o fator decisivo para a sobrevivência.

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Principais aplicações de IA no setor financeiro corporativo

O CFO na era das IA precisa compreender que a adoção dessa tecnologia no setor financeiro ocorre em diferentes frentes. Elas não competem entre si, mas se complementam para aumentar eficiência e liberar tempo para decisões estratégicas.

Da automação de tarefas até a geração de relatórios inteligentes, cada aplicação traz ganhos específicos e pode ser implementada em estágios.

A seguir, exploramos as principais áreas em que a IA já está transformando a rotina financeira!

Automação de tarefas operacionais

Grande parte do tempo dos times financeiros ainda é consumido por atividades repetitivas. Conciliações, lançamentos e fechamentos contábeis exigem atenção, mas pouco contribuem para decisões estratégicas. A automação baseada em IA transforma esse cenário ao executar essas etapas de forma rápida e precisa.

Ao aplicar machine learning para categorizar transações e validar documentos, por exemplo, a empresa reduz significativamente o risco de erro humano. Fechamentos que antes levavam dias podem ser concluídos em horas, com dados estruturados e prontos para análise.

Esse ganho de tempo é duplo: libera profissionais para tarefas mais estratégicas e aumenta a confiabilidade das informações. Para o CFO na era das IA, isso significa operar com base em dados de qualidade, fortalecendo tanto a eficiência operacional quanto a capacidade de resposta a mudanças de mercado.

Previsão de fluxo de caixa e receita

A previsibilidade financeira sempre foi um desafio, muitas vezes dependente de modelos estáticos em planilhas. A IA e o machine learning elevam esse processo a outro nível, ao incorporar fatores externos e ajustar previsões continuamente.

Em vez de uma única projeção, os modelos probabilísticos oferecem cenários múltiplos. Isso permite que o CFO avalie riscos e oportunidades com mais clareza, identificando tendências antes que se tornem problemas.

Essa evolução reduz incertezas na alocação de capital e melhora a tomada de decisão estratégica. Ao adotar ferramentas inteligentes, o CFO na era das IA deixa de olhar apenas para o histórico e passa a operar com uma visão dinâmica e antecipatória, essencial em mercados de alta volatilidade.

Gestão de despesas com inteligência

A gestão de despesas tradicional exige que colaboradores se adaptem a sistemas rígidos, muitas vezes gerando baixa adesão e falhas no processo. Com a IA, essa lógica se inverte: é o sistema que entende o colaborador.

Ferramentas inteligentes automatizam regras de compliance, categorizam gastos em tempo real e alertam sobre possíveis irregularidades. Além disso, reduzem o esforço do usuário e aumentam a qualidade dos dados recebidos pelo time financeiro.

Essa automação ativa permite que a empresa mantenha governança sem criar atrito com quem está em campo. O CFO na era das IA passa a contar com uma visão clara e confiável dos gastos, fortalecendo a prevenção de fraudes e garantindo conformidade contínua.

Leia também: IA para Gestão de Despesas: o guia completo para empresas 

Análise de riscos, compliance e auditoria

O aumento do volume de transações e da complexidade regulatória tornou insuficientes os métodos tradicionais de auditoria. A IA entra como um “superpoder” para o time financeiro, oferecendo monitoramento contínuo e cruzamento e análise de dados em larga escala.

Com a ajuda de algoritmos capazes de detectar anomalias e gerar evidências de forma automática, o CFO consegue identificar riscos antes que se transformem em perdas. Essa visão proativa fortalece a governança e reduz vulnerabilidades operacionais.

É importante destacar que a IA não substitui o julgamento humano. Pelo contrário: amplia a capacidade do profissional em interpretar sinais e tomar decisões mais informadas. Para o CFO na era das IA, essa combinação entre inteligência artificial e expertise humana é o que garante um compliance ágil e eficiente.

Geração de relatórios e suporte à decisão

Um dos maiores gargalos das áreas financeiras está no tempo gasto com relatórios e apresentações. A IA elimina etapas repetitivas ao gerar versões automáticas de documentos, estruturando dados e análises em segundos.

Isso libera o CFO e sua equipe para focar na interpretação estratégica, em vez de perder energia com formatação e consolidação manual de informações. A inteligência artificial também pode gerar explicações automáticas de variações de receita ou despesas, oferecendo insights de forma clara e imediata.

Nesse modelo, o CFO na era das IA atua como curador das informações: revisa, refina e conecta os dados à estratégia do negócio. Assim, a tecnologia se torna um apoio essencial para decisões rápidas e fundamentadas.

Passos práticos para o CFO conduzir a transformação com IA

Assumir a liderança da transformação com IA exige mais do que adotar tecnologias de forma pontual. O CFO deve atuar como arquiteto da mudança, garantindo que cada iniciativa esteja alinhada à estratégia da empresa.

A implementação bem-sucedida passa por etapas claras, que começam na definição de objetivos e chegam até a capacitação contínua das equipes. Esse roadmap permite construir bases sólidas, gerar resultados rápidos e avançar em direção a aplicações mais sofisticadas.

A seguir, veja os principais passos que o CFO na era das IA precisa conduzir para transformar a tecnologia em vantagem competitiva!

Definir visão e objetivos claros

A implementação de IA no financeiro não começa pela tecnologia, mas pela estratégia. O CFO deve responder com clareza: qual problema quero resolver? Quais resultados espero atingir?

Esse alinhamento inicial evita desperdício de recursos e direciona os esforços para iniciativas realmente relevantes. Mais do que adotar ferramentas modernas, trata-se de conectar a transformação tecnológica aos objetivos de longo prazo da empresa.

Quando a visão é clara, a IA deixa de ser apenas uma promessa e passa a ser um motor de resultados tangíveis, sustentando a credibilidade do CFO como líder estratégico.

Diagnosticar a maturidade da área financeira

Cada empresa está em um estágio diferente. Algumas ainda operam com forte dependência de processos manuais, enquanto outras já contam com automação parcial. O CFO precisa mapear essa realidade antes de definir os próximos passos.

Um diagnóstico estruturado permite identificar forças, lacunas e gargalos de dados. Esse olhar evita a armadilha de tentar aplicar IA em processos mal desenhados, o que só amplificaria falhas existentes.

Como reforça o princípio de que “a IA não conserta processo ruim”, é fundamental organizar a base antes de aplicar tecnologia. Assim, o CFO na era das IA garante que cada investimento traga impacto real.

Baixe gratuitamente: Inteligência Artificial Aplicada às Finanças Corporativas  

Priorizar iniciativas de maior impacto

Abraçar todos os casos de uso ao mesmo tempo é um erro comum. O CFO deve adotar uma abordagem pragmática, começando por quick wins que tragam resultados rápidos, como conciliação automática ou relatórios inteligentes.

Essas vitórias iniciais não apenas entregam valor imediato, como também criam confiança na organização para avançar em projetos mais sofisticados.

Com essa priorização, o CFO na era das IA consegue equilibrar ganhos de curto prazo com a construção de capacidades que sustentam a transformação no longo prazo.

Estabelecer métricas de sucesso

Nenhuma transformação se sustenta sem mensuração. Desse modo, o CFO deve definir indicadores que comprovem resultados e validem o investimento em IA.

KPIs como tempo de fechamento contábil, precisão de previsões, redução de fraudes e economia operacional tornam visível o impacto da tecnologia. Além disso, fortalecem a posição do CFO junto ao board e demais áreas da empresa.

Ao basear a transformação em métricas concretas, o CFO na era das IA reforça sua credibilidade como líder capaz de entregar valor mensurável e estratégico.

Investir em capacitação do time

A tecnologia sozinha não transforma nada. Para que a IA entregue resultados, é essencial que a equipe saiba interpretar relatórios automatizados, use as ferramentas com confiança e mantenha pensamento crítico sobre os dados.

O CFO deve liderar um plano de capacitação contínuo, que fortaleça competências humanas em paralelo ao uso de novas soluções. Essa preparação garante que a IA amplie a inteligência coletiva, em vez de substituir profissionais.

Ao investir em pessoas, o CFO na era das IA cria um time preparado para explorar o potencial da tecnologia e sustentar a evolução da área financeira.

O futuro da liderança financeira na era da inteligência artificial

A adoção de IA no financeiro não deve ser vista apenas como busca por eficiência. Ela representa a oportunidade de gerar diferenciação, criar novos modelos de negócio e posicionar a empresa de forma inovadora no mercado.

Nesse contexto, o CFO deixa de ser apenas o guardião de números para se tornar um condutor da transformação empresarial. Esse novo protagonismo exige coragem para experimentar, clareza estratégica e capacidade de articular tecnologia com resultados de negócio.

A verdade é que os ciclos de mudança nunca foram tão rápidos. O histórico do S&P 500 mostra isso: entre 1962 e 1992, entrava em média 0,1 nova empresa por ano no ranking. Entre 2012 e 2022, esse número saltou para 0,8. 

Isso significa que novas forças estão constantemente desafiando empresas estabelecidas e o CFO precisa assumir o protagonismo para garantir a relevância de sua organização.

É por isso que o momento de agir é agora. O CFO na era das IA que assume essa liderança não apenas melhora processos internos, mas molda o futuro do negócio e garante sua relevância em um mercado cada vez mais competitivo.

Conclusão

O CFO na era das IA tem a oportunidade de assumir um papel transformador dentro das empresas. Mais do que controlar números, trata-se de liderar a integração entre tecnologia e estratégia, criando as bases para eficiência, inovação e crescimento sustentável.

Acredito que o CFO que escolhe esse caminho hoje não está apenas reagindo às pressões do mercado. Está, na verdade, moldando o futuro da sua organização e garantindo que ela continue relevante em um ambiente de mudanças aceleradas.

Por isso, o próximo passo é se preparar de forma prática. Criamos o Curso de IA Aplicada ao Financeiro justamente para apoiar CFOs, líderes financeiros e demais profissionais nessa jornada. 

Nele, você encontrará as ferramentas, conceitos e aplicações que tornam a IA uma aliada real da estratégia financeira.

Thiago Campaz
Sou CEO e cofundador da VExpenses, formado pela USP e com ampla experiência em finanças corporativas e gestão de despesas. Atuo há anos liderando iniciativas que aplicam tecnologia para aumentar eficiência e controle nos processos financeiros de diversas empresas.
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