Viagem Corporativa: Guia de melhores práticas para eficiência

Aprenda tudo sobre Viagem Corporativa com nosso guia, desde seus impactos positivos para a empresa até como organizar as despesas de maneira eficiente.
13 de janeiro de 2025
14 min de leitura

A viagem corporativa continua sendo um recurso relevante para expansão comercial, relacionamento com clientes, visitas técnicas, treinamentos e participação em eventos do setor.

Na prática, porém, ela também costuma concentrar desafios clássicos de finanças: despesas pulverizadas, dificuldades na comprovação de gastos, prazos de prestação de contas e baixa visibilidade para gestão. Quando não há regras claras, a empresa perde previsibilidade, aumenta o retrabalho e abre espaço para inconsistências.

Este guia reúne boas práticas de gestão de viagens corporativas com foco em eficiência operacional, controle e transparência. Ao final, você terá um modelo mental para estruturar política, processos e relatórios, sem excesso de burocracia, mas com governança.

O que é considerado uma viagem corporativa

Uma viagem corporativa é qualquer deslocamento realizado pelos colaboradores ou representantes a serviço da empresa, com objetivos ligados ao trabalho. Entram nessa categoria visitas a clientes, reuniões presenciais, auditorias, eventos, congressos, treinamentos e alinhamentos com parceiros e fornecedores. A diferença central para viagens pessoais está no propósito: o gasto existe para viabilizar uma entrega profissional e deve ser justificável.

Para evitar dúvidas, vale definir critérios mínimos: quem pode viajar, quais situações exigem deslocamento e qual nível de aprovação é necessário. Em empresas com unidades, times distribuídos ou atuação nacional, essa definição reduz ruído entre áreas e padroniza decisões. O resultado é uma jornada mais previsível para o colaborador e mais controlável para Finanças.

Por que viagens corporativas impactam a gestão financeira

Do ponto de vista financeiro, a viagem é uma série de decisões e gastos que começam antes do embarque e terminam só após a prestação de contas. Se esse processo não for corretamente desenhado, o time financeiro recebe informações incompletas ou erradas, o que dificulta conciliação, centros de custo e compliance.

Além disso, viagens corporativas costumam misturar despesas com naturezas diferentes: transporte, hospedagem, alimentação, taxas e itens operacionais. Sem regras e limites, o que era uma despesa necessária vira uma fonte constante de exceções e negociações caso a caso. Por isso, tratar viagem corporativa como um processo é o que sustenta eficiência no longo prazo.

Principais despesas de viagem corporativa e como organizar o controle

As despesas de viagem variam conforme destino e duração, mas normalmente se agrupam em categorias que facilitam política, análise e auditoria. Ter essas categorias padronizadas ajuda tanto no registro quanto na leitura de relatórios internos. Também permite comparar viagens semelhantes e identificar padrões com mais rapidez.

As categorias mais comuns incluem:

  • Passagens (aéreas, rodoviárias ou outros meios): geralmente representam uma parcela alta do custo total e exigem atenção a prazos e regras de compra.
  • Hospedagem: varia por região e perfil de hotel, então limites por cidade e faixa de diária tendem a funcionar melhor do que um teto único.
  • Alimentação: costuma gerar muitas pequenas transações; por isso, regras simples (limite por refeição ou diária) reduzem atrito e exceções.
  • Transporte local: aplicativos, táxi, locação, estacionamento e pedágios; aqui, o risco está na recorrência e no volume de comprovantes.
  • Taxas e itens obrigatórios: visto, seguro viagem (quando aplicável), taxas de bagagem, inscrições em eventos e similares.
  • Comunicação e despesas operacionais: internet, ligações e pequenas despesas para viabilizar o trabalho durante a viagem.

Organizar o controle passa por duas decisões: (1) como as despesas serão pagas (adiantamento, reembolso, cartão corporativo) e (2) como serão registradas e categorizadas. Quanto mais consistente for a categorização, melhor a leitura por centro de custo, projeto e área e mais fácil fica apontar onde otimizar.

Prestação de contas: como garantir transparência sem burocracia

A prestação de contas é o ponto em que a viagem se torna dado: aquilo que foi gasto precisa ser comprovado, classificado e aprovado. O erro mais comum é depender de uma rotina manual e tardia, o que aumenta esquecimento de comprovantes, preenchimentos incompletos e retrabalho do time financeiro. Uma prestação de contas eficiente não precisa ser complexa, apenas ser clara e previsível.

Um fluxo que costuma funcionar bem inclui:

  1. Registro rápido do comprovante (idealmente no momento da compra), para reduzir perda de notas e divergências.
  2. Classificação por categoria e vinculação a centro de custo/projeto, para que o dado nasça pronto para relatório.
  3. Justificativa objetiva quando houver exceções (ex.: gasto acima do limite por indisponibilidade local).
  4. Aprovação por regra (gestor e/ou time financeiro), com critérios definidos previamente.
  5. Reembolso dentro de SLA quando aplicável, para reduzir atrito com o colaborador e manter conformidade.

O ganho aqui é duplo: para a empresa, reduz-se o risco de inconsistências e despesas indevidas; para o viajante, o processo fica mais simples e com menos idas e vindas.

Em termos de governança, a prestação de contas bem desenhada também cria rastreabilidade, e é essencial para auditorias internas e externas.

Gestão de viagens corporativas: o que envolve além de reservar passagens e hotéis

A gestão de viagens corporativas é um conjunto de práticas para planejar, executar e controlar viagens com foco em custo, conformidade e segurança. Ela vai além da compra de passagens e da escolha de hotel: inclui regras, responsabilidades, ferramentas e indicadores. Quando bem estruturada, reduz exceções e melhora a qualidade do dado para o time do financeiro.

Na prática, a gestão costuma abranger:

  • Planejamento e autorização: quem aprova, com quais critérios e com qual antecedência.
  • Execução com governança: gastos alinhados a limites, categorias e regras de comprovação.
  • Controle e conciliação: visibilidade de despesas por tipo, área e período, com consistência para fechamento.
  • Gestão de riscos: orientações de segurança, regras para destinos e suporte a viajantes.
  • Melhoria contínua: ajustes na política a partir de relatórios, padrões de uso e recorrência de exceções.

A grande virada é tratar viagem como um processo mensurável. Quando a empresa mede, ela consegue comparar cenários (por destino, por área, por finalidade da viagem) e tomar decisões com base em evidências.

Relatórios de viagens corporativas: como usar?

Os relatórios de viagens corporativas são o elo entre operação e estratégia. Não basta saber o quanto foi gasto na viagem como um todo; é preciso entender por quê, por quem, em qual contexto e se há algum padrão. Relatórios bem definidos reduzem a discussão baseada em casos pontuais e ajudam a evoluir política e orçamento.

Alguns recortes úteis para análise incluem:

  • Custo por viagem e por viajante: permite comparar deslocamentos semelhantes e identificar desvios relevantes.
  • Distribuição por categoria (hospedagem, alimentação, transporte etc.): mostra onde estão os principais drivers de custo.
  • Aderência à política: volume de exceções, gastos acima do limite e justificativas recorrentes.
  • Tempo de ciclo da prestação de contas: dias entre gasto → registro → aprovação → reembolso, quando aplicável.
  • Centros de custo/projetos: facilita alocação correta e dá visão do impacto por área.

Com esses relatórios, Finanças consegue negociar melhor com fornecedores, ajustar limites por região, reduzir reembolso indevido e calibrar o orçamento com mais precisão. O importante é manter um conjunto enxuto de indicadores que seja acompanhado com frequência, em vez de relatórios longos que ninguém consulta.

Política de viagens corporativas: por que é indispensável e o que não pode faltar

Uma política de viagens corporativas bem escrita reduz ambiguidade e protege a empresa de decisões inconsistentes. Ela define o que é permitido, como a viagem deve ser planejada, quais limites existem e como será a prestação de contas.

Para ser útil, a política precisa ser objetiva e aplicável. Em geral, vale contemplar:

  • Elegibilidade e objetivos: quem pode viajar e quais situações justificam deslocamento.
  • Fluxo de aprovação: níveis de aprovação por valor, destino, duração ou criticidade.
  • Regras de compra: antecedência mínima, classe de passagem, critérios de hospedagem e preferência por fornecedores.
  • Limites e categorias: valores por refeição/diária, hospedagem por cidade/faixa e itens reembolsáveis x não reembolsáveis.
  • Comprovação e prazos: requisitos de nota, prazos para prestação de contas e padrão de justificativas.
  • Exceções e tratamento: quando é permitido ultrapassar limites e como registrar essas ocorrências.

Uma boa política cobre o que gera dúvida e custo. O segredo é escrever em linguagem simples, exemplos e regras que caibam no dia a dia.

Como estruturar um processo eficiente de planejamento e execução de viagens

Depois da política, o processo dá vida às regras. Um fluxo bem desenhado evita que a viagem comece sem orçamento, sem autorização ou sem clareza de como registrar despesas. Isso reduz emergências, compras em cima da hora e o efeito cascata que chega no fechamento contábil.

Um roteiro prático é:

  1. Solicitação de viagem com objetivo, datas, local, participantes e estimativa de custos.
  2. Aprovação conforme política, com registro do centro de custo/projeto desde o início.
  3. Reserva (passagem/hotel) seguindo critérios e antecedência definidos.
  4. Execução com regras claras de pagamento e registro de comprovantes.
  5. Prestação de contas em prazo curto, com aprovações por regra e tratamento de exceções.
  6. Relatório e aprendizado: revisão periódica de indicadores para ajustar política e limites.

Esse desenho também melhora a experiência do viajante, porque reduz improvisos. Para o time financeiro, a previsibilidade é o que evita falta de informação e acelera as análises.

Como a tecnologia apoia a gestão e o controle de despesas de viagem

Mesmo com uma boa política, processos manuais costumam falhar no volume. O gargalo aparece no registro de comprovantes, na padronização de categorias e na rastreabilidade da aprovação. Quando a empresa usa uma plataforma ideal, a viagem tende a ficar mais controlável e menos dependente de planilhas e e-mails.

No caso do VExpenses Viagens, a proposta é centralizar a criação e emissão de reservas (voos, hotéis e até locação de veículos) em um só lugar, com validação automática de políticas e suporte de agentes para demandas específicas.

A gestão também conecta a viagem à prestação de contas integrada, com conciliação automática e dashboard para gestores com visão completa dos gastos e indicadores. Como meio de pagamento, o Cartão Viagens VExpenses permite pagar as reservas com cashback e mais segurança, já que cada transação gera um novo número de cartão, ajudando a evitar usos indevidos.

Quando política, aprovação e prestação de contas funcionam no mesmo fluxo, a viagem corporativa deixa de ser um ponto cego e passa a ser uma despesa previsível, auditável e fácil de analisar. Isso dá ao time financeiro mais controle do orçamento e mais segurança para escalar viagens sem aumentar burocracia.

Se a sua empresa quer centralizar reservas, aplicar política automaticamente e integrar a prestação de contas, conheça o VExpenses Viagens.

Fale com um especialista e veja como simplificar a gestão de viagens com mais visibilidade e governança.

Tarina Lemmi
Sou formada em Matemática Aplicada a Negócios pela USP e trabalho há alguns anos criando análises e conteúdos especializados em finanças corporativas, gestão de despesas e eficiência financeira. Escrevo para o blog da VExpenses com o intuito de traduzir temas complexos em orientações práticas para o setor.
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