Seu guia de gestão empresarial e financeira
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Como fazer gestão de riscos financeiros na minha empresa

5 minutos de leitura

gestão de riscos financeiros é um procedimento fundamental para o sucesso das empresas, que permite diminuir incertezas e tornar a tomada de decisão mais eficiente e segura. Entretanto, essa análise é, por muitas vezes, ignorada por gestores e administradores.

Lidar com as flutuações e as imprevisibilidades do mercado é uma tarefa que deve ser desenvolvida tanto por grandes, quanto por pequenas empresas. Prever mudanças, diminuir os impactos negativos e saber como agir adequadamente diante de eventos inesperados, são ações primordiais em uma gestão.

O mercado sofre constantes mudanças e, se o objetivo é crescer, é essencial estar atento aos impactos no setor financeiro.

Se você quer entender mais sobre a gestão de riscos financeiros de uma empresa, continue lendo este artigo até o final. Iremos guiá-lo pelos principais pontos desse assunto, para que você seja capaz de melhorar a gestão financeira da sua empresa!

O que é gestão de risco financeiro?

Como nos conta o Dicionário Michaelis Online, risco é a possibilidade de insucesso ou prejuízo em uma determinada atividade em razão de acontecimentos incertos que independem da vontade dos envolvidos.

Ou seja, qualquer negócio que se tenha está sujeito a riscos. O que varia é o grau de possibilidade de imprevistos e os danos que os riscos podem causar.

Sabendo disso, a ideia do gerenciamento de riscos financeiros envolve analisar, identificar e mensurar o impacto de eventuais perdas, para desse modo, conseguir propor medidas de prevenção. Processo realizado através de probabilidades e estatísticas, que identificam as situações que podem gerar impactos negativos nas companhias.

Em relação ao âmbito empresarial, a gestão de riscos financeiros facilita o gerenciamento mais eficiente de flutuações e imprevisibilidades do mercado.

Trata-se, portanto, de uma medida gerencial que oferece mais segurança aos negócios, pois prepara, antecipadamente, a empresa para eventuais acontecimentos que a coloquem em risco.

Essa gestão, quando realizada adequadamente, ajuda a antever possíveis danos, controlar os gastos e melhorar a gestão financeira da empresa, evitando, inclusive, a falência.

Quais os riscos financeiros que uma empresa pode enfrentar?

Os riscos financeiros são problemas que causam retorno abaixo do esperado nas transações ou investimentos. Geralmente são provocados por problemas como:

  • má administração financeira e gestão inadequada do fluxo de caixa;
  • endividamento exagerado;
  • exposição a taxa de juros e variação de câmbio;
  • operações de investimento ou de mercado com elevado grau de incerteza sobre o retorno;
  • tomada de decisão ineficiente devido à baixa qualidade das informações.

Os tipos de riscos financeiros existentes são:

1. Risco de mercado

Relacionado à oscilação em cotações e preços, que podem afetar a situação financeira da empresa. É o caso de oscilações da moeda. 

Esse é um fator que atinge organizações que compram insumos em dólar, mas comercializam em real.

2. Risco de crédito

Ameaça relacionada à possibilidade de o pagamento ao credor ser realizado com atraso ou nem chegar a ser feito.

É o caso de instituições financeiras que emprestam dinheiro aos clientes. Distribuidores que recebem pagamento por boleto também estão sujeitos ao risco de crédito, pois pode acontecer de o comprador não pagar pela mercadoria mesmo depois de recebê-la.

3. Risco de liquidez

O perigo está relacionado à capacidade da empresa conseguir arcar ou não com as suas despesas.

Quando as contas a pagar são superiores ao previsto para entrar no caixa, pode significar uma má gestão do fluxo de caixa. E uma urgente necessidade de rever os custos da empresa para evitar endividamento e pagamento de juros e multas.

4. Risco operacional

Diz respeito à perda por falhas em processos, baixa qualificação de funcionários, defeito em equipamento, softwares ou hardwares obsoletos.

Esse é um dos riscos mais difíceis de ser mensurado de forma objetiva. Por este motivo, é recomendado obter um banco de dados com todos os registros de falhas anteriores.

Para evitar essas ameaças organizacionais, uma dica é contar com a tecnologia como uma ferramenta de controle da gestão de gastos. As soluções tecnológicas de gestão oferecem importante suporte para detectar riscos e auxiliar na correção de problemas, evitando mais prejuízos.

Por exemplo, o VExpenses é uma plataforma de gestão de despesas de reembolso a trabalho que permite a visão dos gastos da sua equipe em tempo real. O sistema permite verificar se as políticas da empresa estão sendo cumpridas e criar alertas para despesas que não estiverem em conformidade.

Quais são as boas práticas de gestão de riscos?

Infelizmente, nunca será possível acabar totalmente com as incertezas. Entretanto, com uma boa gestão de riscos financeiros, é possível amenizar os riscos e, até mesmo, reduzir boa parte deles.

Abaixo listamos algumas recomendações para auxiliar em uma gestão de risco mais eficiente para sua empresa. Veja!

1.   Diagnosticar os riscos

Para identificar os riscos é fundamental levar em consideração as peculiaridades do seu negócio. A partir daí fica mais fácil mapear as atividades, encontrando os gargalos, vulnerabilidades e fragilidades da sua empresa.

Isso torna mais fácil fazer uma análise qualitativa, permitindo trabalhar os níveis de probabilidade e impacto no contexto organizacional.

2.   Reconhecer os eventos inusitados e sem precedentes

O histórico de erros deve sempre ser levado em consideração, mas ele não deve ser o foco para fazer um novo mapeamento.  

O mais comum é ocorrer eventos sem precedentes, que surgem inesperadamente. São esses riscos que devem ser buscados.

3.   Evitar incluir riscos em excesso

A lista de possibilidades de imprevistos pode ser imensa, mas para uma boa gestão, é essencial considerar apenas aqueles que podem realmente ser minimizados ou evitados.

No primeiro momento, deixe as situações mais inusitadas e com menor probabilidade de acontecer de fora da lista. Foque naquilo que pode ser enfrentado no dia a dia.

4.   Priorizar os riscos e o planejar das ações

Durante o mapeamento de riscos é fundamental avaliar a relação entre as variáveis “impacto” e “probabilidade”. 

Ou seja, avaliar a dimensão da conseqüência de tal risco e como a empresa se apresenta vulnerável em relação a ele, levando em consideração a probabilidade dele se materializar.

5.   Utilizar sistemas de gestão e controle

Softwares de gerenciamento financeiro são fundamentais para auxiliar a gestão de riscos, evitando que o processo ocorra de forma manual. Por meio desses sistemas, é possível:

  • acessar todos os dados financeiros da empresa;
  • monitorar o fluxo de caixa;
  • fazer lançamento de receitas e despesas;
  • elaborar demonstração de resultados do exercício (DRE);
  • identificar inconsistência e situações que podem ocasionar problemas financeiros.

O VExpenses, por exemplo, possui integração com diversos sistemas ERP, o que facilita o cálculo de gastos e a centralização das informações financeiras da empresa. Além de garantir a transparência das despesas e gastos com reembolso de funcionários, deixando mais fácil o cálculo do custo de algumas ações.

A gestão de riscos é dinâmica e contínua, exigindo controle constante. Por isso, o auxílio da tecnologia é fundamental, afinal ela consegue atingir um nível de segurança que a atenção humana não é capaz de suprir.

6.   Fazer auditorias regulares

A auditoria é um processo que avalia as atividades desenvolvidas dentro empresa. No setor financeiro essa é uma boa maneira de averiguar se está tudo ocorrendo em conformidade. Além de conferir se os números da contabilidade estão de acordo com a realidade da empresa, avaliando a necessidade de otimizar recursos ou modificar processos.

Como você pode ver, é somente com uma gestão de riscos eficiente que o gestor poderá analisar as probabilidades e se proteger de eventuais prejuízos.  

Você já parou para avaliar se a sua empresa adota uma boa gestão de riscos financeiros? Comente abaixo quais são as principais ações que sua organização exerce para evitar os riscos e prejuízos financeiros.

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