Um sistema financeiro para construtora é um conjunto de processos, controles e tecnologias que organizam e otimizam a gestão dos recursos financeiros da empresa.
A gestão financeira é um dos maiores desafios para construtoras, pois envolve múltiplos projetos simultâneos, altos investimentos e uma cadeia complexa de fornecedores e pagamentos.
Sem um controle eficiente, a empresa pode enfrentar problemas de fluxo de caixa, atrasos em obras e prejuízos financeiros.
Para evitar esses riscos, é necessário estruturar um sistema financeiro sólido, que organize processos, automatize tarefas e proporcione uma visão clara sobre receitas, despesas e rentabilidade dos projetos.
Além disso, a implementação de tecnologias específicas permite um gerenciamento mais preciso e eficiente dos recursos financeiros.
Neste artigo, vamos mostrar o que significa ter um sistema financeiro para construtoras, os principais passos para organizar suas finanças e quais ferramentas podem ajudar a automatizar essa gestão.
Boa leitura!
O que significa ter um sistema financeiro para construtora?
Ter um sistema financeiro para construtora significa estruturar processos, controles e tecnologias que garantam a organização e eficiência na gestão dos recursos da empresa.
No setor da construção civil, no qual os projetos envolvem altos investimentos, prazos longos e múltiplos fornecedores, um sistema financeiro bem implementado evita desperdícios e permite controlar custos e manter a saúde financeira do negócio.
Um sistema financeiro eficiente possibilita a criação de orçamentos detalhados, considerando custos diretos e indiretos de cada obra, e garante que os gastos sejam monitorados em tempo real.
Além disso, facilita a gestão do fluxo de caixa, projetando entradas e saídas para evitar problemas de liquidez e assegurando que os pagamentos a fornecedores e funcionários sejam feitos sem comprometer o capital de giro.
Outro aspecto fundamental é o controle de pagamentos e recebimentos, que envolve a emissão de boletos, notas fiscais e conciliação bancária. Isso evita inadimplências e atrasos que podem impactar o andamento das obras.
De maneira geral, um sistema financeiro bem estruturado possibilita a automatização de processos, reduzindo erros operacionais e melhorando a eficiência na tomada de decisões.
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Como organizar o financeiro de uma construtora?
Organizar bem o financeiro de uma construtora é mandatório para garantir a saúde financeira da empresa, evitar desperdícios e otimizar o uso dos recursos.
Como o setor da construção civil lida com projetos de longo prazo, altos investimentos e diversos fornecedores, uma gestão eficiente depende de planejamento, controle rigoroso e uso de tecnologia.
Saiba mais a seguir!
1. Planejamento financeiro e orçamentação
O primeiro passo é criar um planejamento financeiro detalhado para cada projeto, considerando:
- orçamento da obra — estabeleça um orçamento realista, prevendo custos diretos (materiais, mão de obra, equipamentos) e indiretos (taxas, impostos, logística);
- fluxo de caixa projetado — antecipe entradas e saídas financeiras para evitar problemas de liquidez;
- reserva para imprevistos — o setor da construção está sujeito a atrasos e reajustes de preços, então é importante manter uma margem de segurança no orçamento.
2. Controle de custos e despesas
Manter um acompanhamento rigoroso das despesas evita desperdícios e melhora a rentabilidade. Para isso:
- registre todas as despesas e categorize os gastos por obra;
- monitore a variação entre o orçamento planejado e o realizado;
- identifique gastos excessivos e renegocie contratos com fornecedores quando necessário;
- estabeleça processos padronizados para aprovação de compras e pagamentos.
3. Gestão de recebíveis e pagamentos
A construtora precisa manter um equilíbrio entre as receitas e as despesas para garantir que os pagamentos sejam feitos sem comprometer o caixa:
- negocie prazos de pagamento com fornecedores alinhados ao fluxo de recebimentos;
- automatize a emissão de boletos, notas fiscais e cobranças para evitar atrasos;
- utilize um sistema de conciliação bancária para garantir que todas as transações estejam corretamente registradas.
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4. Monitoramento dos indicadores financeiros
Para avaliar a saúde financeira da construtora, é fundamental acompanhar indicadores como:
- margem de lucro por obra — mede a rentabilidade de cada projeto;
- prazo médio de recebimento e pagamento — garante equilíbrio no fluxo de caixa;
- índice de endividamento — indica a proporção de dívidas em relação ao capital da empresa;
- ROI — avalia a eficiência dos investimentos feitos nos projetos.
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5. Compliance e gestão fiscal
A construção civil tem particularidades tributárias e regulatórias que precisam ser seguidas para evitar multas e problemas fiscais, por isso:
- mantenha uma equipe contábil ou utilize softwares que garantam conformidade com as exigências fiscais;
- registre e arquive corretamente todas as notas fiscais, contratos e pagamentos;
- acompanhe mudanças na legislação para garantir que a construtora esteja em conformidade.
6. Uso de tecnologia para gestão financeira
A tecnologia desempenha um papel fundamental na automação e controle do setor financeiro da construção civil.
O uso de sistemas de gestão ajuda a centralizar informações, evitar erros manuais e otimizar o fluxo de caixa.
No próximo tópico, veremos quais plataformas e softwares podem ser utilizados para tornar esse processo ainda mais eficiente. Continue a leitura!
Quais plataformas e softwares uma empresa de construção civil pode usar para automatizar o financeiro?
Como vimos, a automação financeira na construção civil é essencial para garantir controle de custos, eficiência operacional e previsibilidade nos investimentos.
Para isso, diferentes tipos de ferramentas podem ser adotadas, cada uma com uma função específica dentro da gestão financeira da empresa.
Confira:
- sistemas de gestão empresarial (ERP) — integram todas as áreas da empresa, desde compras e estoque até a contabilidade e finanças;
- softwares de gestão financeira e contábil — acompanham fluxo de caixa, conciliação bancária e emissão de notas fiscais;
- sistemas de planejamento e orçamento de obras — ajudam a prever custos e comparar valores planejados com os realizados;
- ferramentas de automação de pagamentos e conciliação bancária — reduzem erros, organizam recebimentos e facilitam a gestão de contas a pagar;
- plataformas de análise de dados e business intelligence (BI) — transformam dados financeiros em insights estratégicos;
- plataforma de gestão de despesas corporativas — controlam reembolsos, adiantamentos e pagamentos, garantindo mais transparência e organização.
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